quarta-feira, 15 de julho de 2009

Vik Muniz, de NY para o MASP




Estive esse fim de semana na exposição do Vik Muniz no MASP.
Essa viagem veio num momento muito especial para mim. Estava ficando sem impressão de nada e a mudança do espaço e do tempo (por que Sao Paulo tem um ritmo de tempo tão diferente de BH) me trouxe de volta a impressão. O que é irônico, por que eu fui pra lá fazer um curso de produção gráfica. (gráfica, impressão, hã, hã...)

Umas coisas que ficaram impressas em mim foram as imagens criadas pelo Vik Muniz. O trabalho dele (coisa rara hoje em dia) consegue te mover para além da visualidade que cerca nosso dia a dia.

As imagens mais famosas dele são aquelas feitas em chocolate, uma de geleia, uma de manteiga de amendoin e uma de uma rosto assustado no meio do macarrão. eu escolhi postar essa ai de cima porque a ideia de fragmentação que ele trabalha está representada por uma figura do menino engrachate feito de pequenos brinquedos coloridos e para mim representa uma coerência incrível entre o suporte, a técnica, o conteúdo, a abordagem, o discurso e o tema, não que as outras não seja também coerentes.

Num trecho de um dos vídeos que integra a exposição o artista fala que queria criar imagens das quais é preciso se afastar para percebe-las. Eu fiquei pensando que todas as imagens são assim: é preciso se afastar delas, ter um tempo para absorvê-las. Principalmente hoje em dia, que andamos tão saturados, né?

Essa coisa das imagens compostas de fragmentos dispersos que se reunem para formar novas leituras é intertextualíssima e extremante representativa de uma lógica contemporânea. Já tinhamos postado sobre o Cris Jordan, que eu acho que dialoga muito com essa lógica, já já vamos ter um post sobre, Rico Lins, que trabalha a ideia de fragmentação de outra forma, mas tam∫ém super interessante.

Aos que tiverem chance, aproveitem. Aos que não puderem dar um pulo no MASP, vale dar uma pesquisada no trabalho dele. Para mais, visite o site: Vik Muniz


RIco Lins no Instituto Tomie Otake - SP



Além da exposição dos trabalhos produzidos ao longo da tragetória desse incrível produtor gráfico carioca reconhecidissimo Rico Lins ainda deu uma oficina super bacana de produção de cartazes. Rico apresentou, nessa mostra, mais de 100 trabalhos entre capas de revistas como Time, Newsweek e Kultur Revolution; capas de livros e CDs, álbuns que vão de Miles Davis a Gilberto Gil. A exposição conta ainda com projetos desenvolvidos para cinema e televisão, como a concepção gráfica do programa “Você Decide” e esta montada no instituto Tomie Otake em São Paulo.

A exposição já passou pelo Rio e depois São Paulo. Interessados nos cursos entrar para o mailing dele mandando um e-mail para didatico@ricolins.com.br. Vale a pena.