domingo, 28 de dezembro de 2008

Metropolis Next Generation Design Competition 2009




A renomada revista novaiorquina MetropolisMag lançou a edição 2009 do concurso Metropolis Next Generation Design Competition como o tema: Conserte nosso vício energético, que propõe aos competidores "redesenhar os decadentes modelos do século 20. Desafiar seus padrões de vida e trabalho num mundo faminto por combustíveis e bolar soluções que nos conectem, nos façam mais eficientes e mais humanos." 
O prazo final para as inscrições dos projetos é 30 de janeiro. O concurso aceita inscrições para produtos, projetos de interiores, construção e paisagismo, sistemas de comunicação e soluções diversas. A premiação chega a US$10.000,00. 

IMo

Irresitível falar de Mac? Parece que para esse estudante da Conventry University (UK), sim. Bom, ele criou o projeto de um carro bolha de duas rodas que comporta duas ou três pessoas, fofinho e que é a cara do design da marca e o chamou de IMo.  A coisa tá fazendo o maior sucesso na rede e uma das razões é que o cara está divulgando seu projeto numa réplica perfeita do site da Apple apenas acrescentado o link para IMo no menu do topo da página (mas não tem o restante do site não, viu?). 
Ele chama de "A próxima geração de veículos urbanos" mas no canto inferior tem uma nota avisando que trata-se de um projeto academico sem fins comerciais. Mesmo assim na internet a coisa desvirtua, né? Eu já li em um blog que o veículo começa a ser comercializado daqui a alguns anos e que já tem uma lista de espera até 2025. 
Boa sorte Anthony Jannarelly (idealizador) tomara que não demore tanto pra vc comercializar seu lindo carrinho, mesmo que não seja com a tão cobiçada assinatura da maçãzinha!

Boticário Sorveteiro


Janeiro vai ser tempo de finalmente ver a nova coleção da boticário "Fun - Mundo dos Sorvetes". Teve até concurso de design para internautas no lançamento mas de tão trilhado já é tendência esse negócio de cosmético com identidade de comida. A Victória Secrets vem torturando a gente com aquela meleca hidratante, mega enjoativa, de baunilha já a muito tempo...  as embalagens não são lá essas coisas mas o briefing é simpático.

"Um conceito inusitado que traz muita diversão, humor e criatividade. A edição Mundo dos Sorvetes está cheia de surpresas e produtos que dão água na boca! São texturas e sabores que hidratam. além de perfumar com fragrâncias irresistíveis. A solução perfeita para quem não abre mão das delicias do verão, sem perder a boa forma." 

Já tem blog com xilique de consumidora que diz que viu na loja e a vendedora só deixou experimentar por que as vendas mesmo só começam agora em janeiro.  

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

IEco

Teve muita gente, no meio do ano, que correu para o cinemas e desembolsou uma graninha pra assistir o comercial de longa duração mais fofo dos últimos tempos. 
Por aqui, ainda é difícil achar loja da empresa então não é de surpreender que o que essa muita gente não sabia é que nos EUA a empresa esta fornecendo a seus clientes um programa de reciclagem. 
O Filme Wall-e foi a forma mais bacana que a Apple podia ter criado para divulgar esse programa pelo mundo ou pelo menos para divulgar seu conceito mais defendido: o compromisso ambiental.
O legal desse programa é que quem compra computador novo da empresa recebe uma embalagem que pode usar para mandar sua máquina antiga para ser reciclada. Em 2008 a empresa reciclou 32% do seu volume de vendas. A gente daqui fica torcendo pra essa moda pegar e se espalhar pelo resto do mundo. 

QUERCUS profundamente triste

A Quercus é essa associação de um grupo de ambientalistas portugueses, que surgiu em 1984, em Braga, com a proposta de ser mais atuante na proteção ao meio ambiente.
E eles tem conseguido ser bem ativos mesmo. Os caras se metem em tudo: de transporte público urbano a resgate de foca. Olha que lindo, e triste, esse vídeo que criaram sobre o aquecimento global:

Transtextual até demais




É legal e legal se inspirar em alguma coisa na hora de criar uma peça, até ai tudo bem mas será que realmente nos dias de hoje quando "superinspirados" em alguma outra campanha dá pra esperar que as pessoas não percebam? E vamos concordar que tem uns casos que a legalidade da coisa fica mais questionável mesmo, não tem?
De mais a mais, desconsiderando a beleza da imagem, tinha alguma coisa a ver com o conceito de campanha da Ipanema o que foi feito?
Olha que ideia lindamente resolvida pela Mattori Spring Water:


Brand New Pepsi


Find more videos like this on AdGabber


Espertinha essa Pepsi, sempre renovando e dessa vez, na mudança da logo, soltou um vídeo super bonito justamente com a história da sua imagem. E não é nenhum documentário institucional chatonildo não. É uma animação bem animadinha mostrando o projeto novo com direito a música bem mixada e tudo. Aqui na terrinha os produtos ainda não estão circulando com as novas emabalagens não, mas no site americano já dá pra conferir a "nova pegada" mais futurista e muito mais informal da Pepsi. 

domingo, 21 de dezembro de 2008

Augmented Reality a familia Heurística cresceu

Bom depois do Face Detector e do Smile Shooter ninguém achou que esses engenheiros e físicos iam sossegar, né? pois então, a nova onda é a Augmented Reality. Se as passarelas da moda podem ser invadidas com hologramas, o vídeo não podia ser diferente. Mas é. Não dá nem pra comparar o que está sendo feito com esse mecanismo em termos de interatividade quando o vídeo entra em cena. 
Na prática começou com um desenho esquisitinho que o usuário imprimia e colocava na frente de uma câmera e que possibilitava, pelo vídeo, a interação com objetos ou personagens tridimensionais e é assim que a coisa funciona. Trata-se de uma tecnologia que permite a superposição de elementos tridimensionais digitais em vídeos à partir de referências reais (papel com o desenho) e daí da pra usar a intervenção nessas referências até como comandos. Complicou? Pois olha só:



A Publicidade não tardou em se apropriar da tecnologia para criar ações que colocam as marcas dos seus clientes lá na frente das suas concorrentes, ao melhor estilão viral. Esse vídeo do joguinho criado pela Fanta ilustra bem e de quebra dá pra entender melhor como funciona.



A BMW pensou em aplicações bem mais práticas. Nesse vídeo ela mostra um de seus mecânicos seguindo um "tutorial" para trabalhar no motor de um veículo da marca. 

A coisa já andou depois dessas campanhas e o legal agora é que já estão surgindo produções que dispensam o desenho referência da forma como tinhamos visto até então. Esse exemplo é de uma performance que envolveu inclusive crianças.

 

Tudo isso parece só uma brincadeira financiada por grandes marcas com dinheiro pra gastar e muita vontade de chamar atenção, mas abre as portas para lojas com atendimento virtual num nível antes inimaginavel, provas de roupas e calçados para cadeirantes sem o esforço efetivo da ação, academias que podem ter seus mascotes performando demostrações dos exercícios como personal de seus clientes e isso ainda é só o começo.

A moda dos Hologramas



Quando em 1948 criou uma técnica para registrar em vídeo as informações de uma cena em 3D o físico húngaro Dennis Gabor não podia imaginar que seus hologramas iam fazer esse estardalhaço todo. 
No desfile primavera/verão-2008 da DIESEL a marca transformou a passarela num verdadeiro palco para o espetáculo que usava lasers para recriar as informações codificadas do holograma. A coisa toda só não foi mais impressionante por que todo mundo já tinha visto a Kate Moss, deslumbrantemente etérea, na visão de Alexander McQueen em 2006. 
Seja como for, os nerdzinhos da física, antes tão subestimados, que se cuidem. A temporada promete muito publicitário(a) crescendo o olho nos seus dotes.

Entretenimento de grife

O antigo merchandising televisivo agora ganha nova roupagem e com muito treino em novela invade o cinema e as series.
O Branded Enterteinment é, ao contrário do "merchan" tradicional, apresentado de forma muito mais delicada e as vezes sutil. E graças a bons planejadores as novas tramas agora já são pensadas de forma que as marcas as integrem sem o “carão” do personagem ou do apresentador, que antes tinha que fazer pausa com direito a sorrisão para o reclame. O modelo já está mais que testado nas televisões do mundo todo. Os EUA são recordistas em exemplos bem sucedidos. 
Um antigo pra gente lembrar é o do seriado Dawson's Creek (que deu fama a atual do Tom Cruise) e que não passava de um comercial de longa duração da GAP. Todos os personagens se vestiam com roupas da marca e os catálogos da loja usavam os atores como modelos. 
Se pensarmos um pouco não faltarão outros exemplos daqueles e desses tempos: Sex and the City (seriado e filme), Wall-e (filme), Fringe (seriado) e desenhos animados mil (por que não podemos esquecer que estes já foram criados como comerciais de longa duração de produtos infantis)
Pesquisas apontam que, em 5 anos, 90% da publicidade vá ser nesse formato deixando só 10% para a mídia tradicional.

Algumas modalidades que já estão no nosso dia a dia são:

Participação das marcas em eventos
Merchandising em filmes e TV
Advergames
Criação de eventos proprietários
Episode mobile
Product Placement

ARG - Alternative Reality Game

Já tem um tempo que começou a febre e tão cedo ninguém fala mais...
ARG ou Alternative Reality Game é um tipo de jogo viral que espalha dicas e evidências pela rede que pode ou não levar inclusive a eventos em espaços físicos reais para promover a interação do público com as marcas. O marco zero foi a parceria da Dremworks com a Microsoft que criou o "The Beast" para o lançamento do filme A.I. (Artificial Inteligence).



Um pouco antes lançamento do filme, foi infiltrado nos créditos do trailler o no me de uma médica (fictícia) chamada Janine Salla  apresentada como terapeuta para máquinas sensitivas. 
Ao busca-la na rede o que se encontrava era toda uma trama misteriosa espalhada em sites e blogs diversos que enlouqueceu os internautas até a o lançamento, com  direito a buscas de pistas, encontros e atividades inclusive em shoppings e pontos turísticos.



Para o lançamento do filme do Batman “O cavaleiro das trevas” também foi feito um ARG. Ele envolveu dezenas de hotsites, virais, teasers, pôsters, imagens, blogs, ações offline com caçadas, buscas, projeções em fachadas de prédios, ligações para celulares, brindes e tudo mais que podia ser feito e teve o impacto aumentado, ainda mais, com a morte do ator Heath Ledger, que interpretava o curinga.


sábado, 20 de dezembro de 2008

Face Detector e o Smile Shooter



Ela foi lançada no começo do ano (passado?) mas aqui na terrinha agora que o comercial está bombando na TV aberta. Já tem várias câmeras da Sony com essa tecnologia, que é filha do face detection. 
O software das câmeras com Smile Shooter (disparo de sorriso), tem a capacidade de, uma vez detectada a posição do rosto, usar pontos como referência para identificar um sorriso e então disparar o click. Teoría heurística muitíssimo bem aplicada.   
No YouTube é possível encontrar vários vídeos com experiências interessantes para o face detector mais legais do que só disparar uma câmera, sem querer desmerecer a engenhosidade do mecanismo. Usando esse recurso é possível trabalhar com maquetes virtuais 3D aplicadas nos rostos por exemplo. Se usada com programas como o matchmove nem o céu é limite para o dá pra fazer e não só com rostos mas outros tipos de objetos também.  


 
esse ai é do brainscan83

O caso é que esse tipo de tecnologia abre as portas para um cem número de aplicações, sobretudo em vídeo que ainda vão justificar muitos sorrisos mesmo. 
;-)

A fonte da dança

Pra aqueles que acham que é importante uma fonte para a dança já dá pra pensar a escrita do movimento no corpo sem esforço. 
O Tipotheque  tem um link onde o usuário pode digitar o texto e observar o bailarino "performar" cada letra digitada. O site tem um extenso acervo de fontes para todos as aplicações além de artigos e ensaios sobre design gráfico e tipografia assim como sobre autores que fizeram a hitória da tipografia mundial.   

Greener Gadgets 2009



Ja começaram as inscrições para o Greener Gadgets Design Competition 2009. O concurso é uma associação entre a CEA e a Core 77 com o objetivo de desafiar designers no mundo todo a criar a nova geração de Gadgets verdes com a qual vamos conviver. As premiações vão desde os US$1000,00 para o segundo e o terceiro lugar aos US$3000,00 oferecidos ao grande vencedor além da extensa divulgação nos sites greenercadgets.com, core77.com, ce.org e inhabitat.com. O que não é pouco.
Essa é a segunda edição do prêmio e aceita inscrições em cinco categorias:
  • Tecnologias energéticas emergentes.
  • Soluções reais para despejo e reciclagem.
  • Novas invenções em geração e eficiência energética.
  • Desenvolvimento de gadgets reclicláveis 
  • Cases empresariais de sustentabilidade.
A premiação será no dia 27 de janeiro em Nova York e as inscrições vão até o dia 15 de janeiro.

Nossos excessos bizarros



Quem ainda não viu tem que conferir esse projeto do fotógrafo/artista norte americano Chris Jordan. 
O que ele consegue é impressionar apresentando exatamente o que já sabemos. Chris trabalha sobre as estatísticas de consumo da sociedade Norte Americana compondo painéis fotográficos que representam o "apocalipse em progresso", como chama, no qual estamos metidos. 
O Running Numbers: an american self-portait examina as medidas desmedidas do nosso consumo pelos contrastes do Um versus Muitos e daquilo que é Próximo versus o Distante. Com isso ele tenta criar um auto retrato dessa sociedade que chega a ser bizarro pelo excesso. 
No trabalho acima foram utilizadas 106.000 latas de alumínio. Volume consumido nos EUA a cada trinta segundos.

ShowOff



Realmente tem gente que consegue sintetizar certas situações de uma forma, inusitada, pra dizer o mínimo. Dar à mensagem aquele algo a mais que faz delas uma coisa realmente interessante. 
A química que deu entre as pinturas do Scott Campbell para a campanha criada por Marcelo Lourenço e Pedro Bexiga consegiu exatamente esse efeito! Mas muito melhor do que ficar aqui inflando a bola deles é mostrar o trabalho que fizeram nessa campanha criada para para o grupo de cinema independente ShowOff e veiculada em Portugal.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Publicidade 2.0 com retorno de carro 1.0

Fabio Witzki desenvolve um texto que aborda a necessidade de se incorporar a interatividade (no seu sentido mais amplo) à lógica de concepção das campanhas publicitárias e aponta para uma tendência global de colocar o cliente ou o público no centro da comunicação.

Witzki cita algumas campanhas que recentemente desenvolveram ações que acolhem a produção de conteúdos de seus públicos com muito sucesso, como a Doritos que veiculou a peça criada por um de seus consumidores, a Nescal que usou os consumidores como estrelas da campanha e a Mastercard que deixou seus clientes elaborarem a partir de sua campanha. Produzindo peças a partir de suas historias de situações “não tem preço...”

Essa tendência, muito feliz, da publicidade tem despontado como estratégia de comunicação nas mais diversas campanhas para os mais variados segmentos de produtos e serviços pelo mundo. O autor atenta para a necessidade de se criar novas formas de uso dessa estratégia que não a “pesca pela criatividade anônima” de forma que ela possa se estabelecer e desenvolver como premissa da comunicação e não só como “a mais nova moda da ultima estação.”




para mais: 
Michael Wesch
ProfessorAssistente de Antropologia Cultural
Kansas State University

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Projeto de Pesquisa

RESUMO:
Essa proposta de estudo procura entender como vem se manifestando uma transtextualidade estética, na produção publicitária brasileira contemporânea. Buscaremos indícios de que essa característica das figuras, que constroem seus significados pela repetição de conjuntos de elementos pre-experimentados por seu produtor, possa ser usada para influenciar o processo de produção de sentido pelas audiências e suas implicações na relação autor/audiência. Observaremos, nesse processo de reciclagem de conteúdos, a transtextualidade estética como campo de manifestação de relações que caracterizam, não só a produção publicitária, mas a constituição de discursos visuais em geral.

Transtextualidade, Estética, Imagem.